No dia 18 de setembro passado, ocorreu no Rio de Janeiro, reunião com representantes da Gerência Executiva de Recursos Humanos da Petrobrás, visando avaliar as possibilidades de inclusão dos profissionais Tecnólogos vinculados ao sistema CONFEA/CREA no plano de cargos da empresa, buscando atender uma reivindicação tanto daqueles que trabalham na empresa e não podem exercer a profissão pela inexistência do cargo, como daqueles que desejam ingressar nos seus quadros com Tecnólogos, mas que são impedidos de participar dos processos seletivos, posto que os editais discriminam e impedem a sua inscrição.
Mesmo com a pouca expectativa da nossa parte em conseguir resultados concretos neste primeiro contato, pudemos medir o grau de dificuldade que envolve a solução dessa situação, e saímos com a certeza da necessidade de um elevado grau de mobilização dos profissionais e das instituições de ensino interessados na questão, pois entendemos que somente uma decisão na esfera governamental, poderá romper com esta verdadeira muralha que se ergue por parte da corporação, que não tem nenhum interesse na inclusão do Tecnólogo em seus quadros profissionais, dado o impacto que esta decisão poderá causar no arranjo funcional corporativo estabelecido entre administração da empresa e os funcionários que ocupam cargos de Técnicos e Engenheiros.
A luta deverá ser longa e difícil, porém não nos falta disposição de buscar questionar junto ao Governo Federal; a contradição existente entre a política de incentivo a formação de profissionais Tecnólogos através dos CEFETs – Centros Federais de Educação Tecnológica, do Senai e outras Instituições privadas de ensino espalhadas pelo País, e a negação da empregabilidade dos graduados pelos setores e empresas do Governo, tendo como exemplo maior, esta situação existente na Petrobrás, que de forma explicita diz que: “não aceita Tecnólogos” em seus editais de processos seletivos públicos.
Chamamos a atenção de todos os responsáveis para a gravidade da situação, pois esta postura discriminatória da Petrobrás, que é referência nacional e internacional no ramo energético, acarreta um elevado grau de conseqüências negativas aos profissionais, induzindo o mercado de trabalho a uma leitura de desqualificante da profissão e a sua conseqüente desvalorização, servindo de desestímulo àqueles que já exercem ou buscam uma graduação na profissão.
Uma vez que o SINTESP – Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo, esteja buscando a via jurídica para resolver a questão, entendemos que um problema desta magnitude é uma questão de governo, e buscamos a ajuda dos parlamentares com mandatos no Congresso Nacional, para um encaminhamento que solucione o problema.
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